FAQ

Domande frequenti

FATORES DE RISCO


Os principais fatores de risco do câncer de glândulas salivares são:

• Tabagismo – quem é fumante ou usou cigarro por muitos anos podem ter maiores chances de desenvolver tumor nas glândulas salivares. O tabagismo está relacionado ao tumor de Whartin.

• Idade – A maioria dos pacientes é diagnosticada entre os 50 e 60 anos;

• Gênero – o câncer de glândulas salivares são mais comuns em homens;

• Exposição a toxinas – quem tem proximidade frequente com substâncias como pó de serra, sílica, borracha e nitrosaminas, por exemplo, tem o risco aumentado de desenvolver tumor nas glândulas salivares.




SINTOMAS


Os sintomas do câncer nas glândulas salivares podem variar de acordo com o paciente e depende também da localização do tumor:

• Nódulo ou inchaço na boca – principalmente no maxilar. Pode se formar também no pescoço, causado por um gânglio linfático. Se ele aumenta e reduz de tamanho, pode não ser um câncer, que geralmente vai tornando o nódulo cada vez maior;

• Dor no rosto – desconforto que nunca some pode ser um sintoma da doença;

• Dificuldades para abrir a boca – se o tumor atingir o maxilar, pode causar dores ao mexer a mandíbula. Essa condição, chamada trismo, é também associada a outras doenças;

• Dificuldades para engolir – traz uma dor ou a sensação de queimação no pescoço ao se alimentar. Outro indício é a sensação de haver comida presa na garganta;

Esses sintomas nem sempre têm relação com o câncer de glândulas salivarese, mas é preciso estar atento e consultar um médico especialista para uma avaliação mais precisa.




DIAGNÓSTICO


Com o diagnóstico precoce as chances de sucesso no tratamento da doença são maiores, além de reduzir possíveis impactos em relação à qualidade de vida.

Ao perceber alguns dos sintomas, é importante procurar um otorrinolaringologista ou um especialista em cirurgia de cabeça e pescoço.

Durante o exame clínico, o médico já pode identificar o câncer, mas na maioria dos casos, é necessário realizar exames por imagem para avaliar a extensão e a natureza da lesão, como ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética e até mesmo biópsia por aspiração por agulha fina (BAAF) .




ESTADIAMENTO


Após o diagnóstico realizado pelo especialista, o nódulo ou tumor será classificado de acordo com o estágio em que está, ou seja, seu estadiamento. Isso ajudará a definir a escolha do tratamento adequado para cada caso.

Estágio 1: O tumor tem menos de 2 centímetros e não atingiu os gânglios linfáticos.

Estágio 2: O tumor tem entre 2 a 4 centímetros e não atingiu os gânglios linfáticos.

Estágio 3: O câncer tem mais que 4 centímetros ou atingiu os gânglios linfáticos no pescoço.

Estágio 4A: É o estágio mais avançado. Pode ser de qualquer tamanho, mas já se espalhou para alguma das partes do corpo, como pele, base do crânio, nervo facial, artéria carótida ou partes distantes do pescoço ou da cabeça.

Outra possível característica desse estágio é um gânglio linfático com nódulo acima de três centímetros do mesmo lado do pescoço onde está o tumor; ou vários de qualquer tamanho desse mesmo lado do pescoço; ou um nódulo do lado oposto ao do tumor.

Os tumores nas glândulas salivares também são classificados pelo seu grau de crescimento. Caso seja baixo, o desenvolvimento será mais lento e se for alto, crescerá rápido e exige tratamento imediato.




TRATAMENTO


CIRURGIA: é o tratamento padrão. Por exemplo, o câncer das glândulas parótidas (o tipo mais comum), é tratado com a Parotidectomia, uma cirurgia que pode remover as glândulas de forma superficial/parcial ou total.

RADIOTERAPIA: pode ser usada de forma complementar em alguns casos.

QUIMIOTERAPIA: costuma ser utilizada como tratamento paliativo.

CUIDADOS PÓS-TRATAMENTO:

O paciente pode ter algumas dificuldades depois do tratamento do câncer nas glândulas salivares.

Após a Parotidectomia, houve relatos de paralisia parcial ou total em um lado do rosto, que pode causar dificuldades em mexer a face, para enxergar, falar ou até para se alimentar. Nesses casos, é fundamental o acompanhamento de fonoaudiólogo e fisioterapeuta.